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Entrelinhas

Quanto tempo dura uma análise?

Não existe prazo fixo, e isso não é descuido: é parte do método. Explico por quê, e o que ajuda a perceber o caminho que a análise faz.

Por Juliana Souza de Oliveira · 2 min de leitura

Mão feminina escrevendo num caderno, ao lado de uma xícara

Quem pensa em começar uma análise quase sempre quer saber quanto tempo ela vai durar. É uma pergunta justa: envolve tempo, dinheiro e disposição. A resposta honesta é que não dá para saber de antemão, e vale entender por quê.

Por que não há prazo

Na psicanálise, o trabalho acompanha o que aparece na sua fala. Não há um programa a cumprir, com etapas e metas definidas no início. Cada sessão parte do que você traz naquele dia, e o caminho vai se desenhando assim, sessão a sessão.

Algumas análises duram meses; outras, anos. Há quem faça uma análise, pare e volte tempos depois, em outro momento da vida. Nenhum desses caminhos é melhor que o outro.

O tempo da análise é o tempo de quem fala.

A sessão: 50 minutos, toda semana

Comigo, as sessões duram 50 minutos e acontecem, em geral, uma vez por semana, no mesmo dia e horário, no consultório em Petrópolis ou por vídeo. A regularidade ajuda o trabalho a ter continuidade: o que ficou de uma semana reaparece na outra, e os fios vão se ligando.

Alguns analistas propõem mais de uma sessão por semana. Isso se conversa caso a caso.

O que ajuda uma análise a andar

  • Vir com regularidade. Faltar de vez em quando faz parte da vida, mas a constância sustenta o trabalho.
  • Falar do que vier. Inclusive do que parece bobo, fora de lugar ou sem importância. Muitas vezes é ali que algo se revela.
  • Falar da própria análise. Se algo incomoda na sessão, na frequência ou na relação com a analista, isso também é assunto para a sessão.

Como perceber o caminho

Não existe um termômetro para a análise, e ninguém tem o mesmo percurso. Mas alguns movimentos costumam ser percebidos por quem está em análise: notar uma repetição antes de cair nela de novo, contar a mesma história de outro jeito, decidir algo a partir de um lugar diferente, aguentar melhor uma dúvida.

São mudanças que nem sempre aparecem de uma semana para outra. Às vezes, só olhando para trás é que se vê o quanto se andou.

Quando a análise termina

O fim de uma análise também se fala na sessão. Ele não é marcado no calendário: vai sendo construído, até que fique claro, para você, que é hora de parar.

Você pode parar quando quiser. Mas, se a vontade de parar aparecer, vale trazê-la para a sessão antes de decidir. Às vezes ela diz muito sobre o momento que você está vivendo.

E o custo?

Como não há prazo fixo, vale conversar desde o início sobre o valor e a frequência que cabem na sua vida. Uma análise precisa ser sustentável para poder seguir. O atendimento é particular, com recibo simples, e combinamos tudo pelo WhatsApp.

Se você está pensando em começar, leia também como é a primeira sessão de psicanálise.

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Não atendo urgências. Em crise, ligue 188 (CVV), 24 horas por dia, ou procure o pronto-socorro mais próximo.

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